A gala do Ballon d’Or será realizada em Londres, no dia 26 de outubro, e as casas de apostas colocam Lamine Yamal e Harry Kane praticamente empatados como os grandes favoritos ao prémio.
Lamine Yamal conquistou La Liga com o Barcelona e o Mundial com a Espanha. Já Kane marcou 73 golos pelo campeão alemão Bayern de Munique e pela seleção inglesa, da qual é capitão.
Além dos dois, Lionel Messi, oito vezes vencedor do prémio e atualmente na Argentina e no Inter Miami, e Kylian Mbappé, avançado francês do Real Madrid, surgem como outros candidatos prováveis. Também não se pode esquecer os jogadores do Paris Saint-Germain, bicampeões europeus.
Vários especialistas foram ouvidos sobre quem deveria levar o troféu para casa. As opiniões dividem-se.
Lamine Yamal
O comentador Guillem Balagué considera impensável que o prémio não vá para um jogador do PSG ou para um espanhol. Para ele, Mbappé já está afastado da disputa. Balagué reconhece que há muitos jogadores do PSG a merecer o galardão, como Fabián Ruiz, Khvicha Kvaratskhelia, Ousmane Dembélé e Vitinha, pelo que o voto deverá ficar dividido. Na sua opinião, só há um espanhol que merece o prémio: Lamine Yamal, que apresentou exibições individuais de grande nível, conquistou títulos coletivos e tem uma aura especial. “Ele vai ganhar”, afirma.
Khvicha Kvaratskhelia
Para o especialista Julien Laurens, Kvaratskhelia foi o melhor jogador da Europa na última época, sobretudo na Liga dos Campeões, onde esteve excecional e ajudou a equipa a conquistar mais um título, o segundo consecutivo. O georgiano apontou o penálti decisivo na final, marcou nas duas meias-finais, num quarto de final e nos oitavos. Laurens acredita, no entanto, que Yamal deverá vencer, devido ao seu estilo de jogo espetacular e à sua capacidade de entusiasmar, apesar de não ter brilhado especialmente no Mundial, mesmo com a vitória espanhola, nem na Liga dos Campeões, onde o Barcelona foi eliminado cedo. “Mas devia ser o Kvaratskhelia”, defende.
O antigo lateral do Liverpool e do Blackburn Stephen Warnock acha que o prémio deverá ir para Yamal, por ter ajudado a Espanha a ser campeã do mundo. Warnock admite que Michael Olise também está na corrida, mas a sua escolha pessoal é Kvaratskhelia, que considera incrível e que teve um enorme impacto no PSG. Receia, porém, que o georgiano não receba muitos votos por a Geórgia não ter estado presente no Mundial.
O jornalista Rory Smith, do Athletic, prevê que o prémio vá para Yamal, porque tende a ser atribuído a quem conquista o maior troféu, e neste caso é o Mundial. Smith acredita, contudo, que não deveria ser ele, já que não foi necessariamente o jogador mais importante da Espanha. Pessoalmente, daria o prémio a Kvaratskhelia, que considera o jogador mais entusiasmante do futebol de clubes europeu há algum tempo, peça valiosa de uma equipa do PSG que revalidou a Liga dos Campeões. Para Smith, não se deve sofrer penalização por vir de um país que não está em posição de vencer o Mundial.
Harry Kane
O antigo avançado inglês Alan Shearer defende que o vencedor deveria ser Harry Kane. Os seus números nos últimos 12 a 18 meses, pelo Bayern e pela Inglaterra, são absolutamente sensacionais.
O antigo médio inglês Danny Murphy também escolhe Kane. Destaca o seu registo implacável de golos e considera que está a viver uma das melhores épocas da carreira. Para Murphy, o avançado tem sido o melhor ponta de lança do mundo nos últimos 12 meses.
Andros Townsend, antigo jogador do Tottenham e do Crystal Palace, reforça a candidatura com números: Kane marcou 73 golos em 65 jogos, 36 dos quais na Bundesliga. Conduziu o Bayern à conquista da liga e da taça, marcou 14 golos na Liga dos Campeões, ajudando a equipa às meias-finais, e apontou seis golos no Mundial, levando a Inglaterra às meias-finais. “Foi um ano excecional”, resume.
A antiga avançada inglesa Ellen White admite que a escolha é difícil, mas vai pelo coração e gostaria de ver Kane vencer. Reconhece que ele não ganhou o Mundial, mas considera os seus números extraordinários. Lembra que Yamal teve algumas lesões, embora tenha conquistado o Mundial, e acredita que um dia ainda vencerá o prémio. White destaca também o excelente momento de Michael Olise.
O jornalista norueguês Lars Sivertsen também gostaria de ver Kane premiado, porque, segundo ele, é um verdadeiro líder no Bayern, nunca causa problemas e é um exemplo a seguir. Sivertsen questiona, porém, se o seu perfil discreto não o prejudica, já que o Ballon d’Or é, em certa medida, uma eleição de popularidade. “Adoro que não faça nada disso, mas talvez devesse”, admite.